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O que nos separa e o que nos une

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 24.09.07

O que nos separa uns dos outros e o que nos une? Encontros que julgamos casuais, frases que nos tocam e retemos, a proximidade do fim e o milagre da sobrevivência.

A mulher e a criança, um apelo visceral, vivo, contínuo. O homem que se distrai do essencial e que reencontra o seu lugar. Os solitários que se encontram, milagrosamente. A rapariga que descobre a cura para a dor na desorientação. Os adolescentes que constroem a sua autonomia, um sem grandes sobressaltos, outro com grandes cicatrizes.

Estamos estranhamente ligados uns aos outros, sem nos apercebermos disso. Podemos alterar acontecimentos, até percursos, vidas, de outros. Evitá-lo ou assumir um papel? Interferir ou manter a distância? Estranho dilema.

O realizador de filmes violentos, que sobrevive a um susto e a um tiro, julga ter tido uma revelação, mas volta ao seu estado inicial. Para ele, o Grand Canyoné o que nos separa.

Para o grupo de diversos e tão próximos, é essa visão pela manhã, esse silêncio, o que nos une estranhamente uns aos outros.

 

 

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publicado às 17:03

High Sierra

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 06.09.07

Quando o nosso herói é perseguido, no final, já viveu decepções, traições, e assistiu à mediocridade e à estupidez humanas, a sua terrível vulgaridade.

A rapariga que ajudara a libertar-se de uma limitação física, revelou uma limitação de alma, e essa não é operável. Rejeitou-o por um imbecil oportunista. Os parceiros do grupo do assalto degladiam-se por motivos básicos, primários. O ilusório sentimento de posse que dominou os seus ancestrais.

Mas ainda foi a tempo de descobrir o amor dedicado, desesperado, canino, e não só do cão, o “que dá azar”, mas da mulher que o acompanha até ao fim.

A montanha rochosa, imponente, magnífica, indiferente à perseguição e, no entanto, metáfora da liberdade, de valores como a rebeldia do indivíduo numa sociedade que se torna sufocante. A subida à montanha, o último refúgio. A liberdade possível.

“He’s free… free…” Ida Lupino a chorar e a sorrir… “free…”

 

 

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publicado às 17:37


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